Agenda Setting: por que estamos falando do que estamos falando?

Esses dias li que sopa detox é o novo alimento da moda. Na verdade, passamos os dias procurando o que é melhor para as nossas vidas. Mas o que poucos percebem é que o gatilho para a maioria de nossas tomadas de decisão são tendências ditadas pelo marketing, que nos formatam com o que as teorias de comunicação chamam de Agenda Setting.

Já ouviu falar nessa expressão?

Se não, já deve ter conversado a respeito de produtos orgânicos, zero lactose, kit gay, zumba, crossfit, moda vintage, legalização da maconha ou aborto. Já parou para pensar o motivo pelo qual parte desses tópicos fazem parte da lista de consumo ou de assuntos das rodas de conversa da atualidade?

Agenda Setting. Isso pode significar que alguém pensou esses assuntos por você e que somos influenciados por fontes de informação.

Zumba? Mas essa aula não era de ginástica localizada?

A teoria do Agenda Setting foi estabelecida pelos ingleses Maxwell McCombs e Donald Shaw e está mais presente em nossa história e no cotidiano do que pensamos.

Acho que nunca imaginamos que a conversa do happy hour de sexta, o bate-papo na manicure e outras conversas aleatórias fossem tão importantes e valiosas, a ponto de serem vendidas pra nós. Esses temas ganham tamanha visibilidade que são capazes de valorizar ações econômicas de marcas na bolsa de valores ou criar uma nova embalagem para quem está vivendo uma crise de imagem. Bem como eleger políticos ou mudar percurso de leis e tabus sociais, que sempre irão gerar lucros diretos/indiretos à alguém.

Nossas conversas têm dono

Os maiores utilizadores do Agenda Setting são os arquitetos das agendas mundiais, que costumam afetar o caminho de toda uma sociedade em favor de seus interesses. Essas pautas geralmente são políticas e quem as decidem e orquestram são grandes organizações mundiais, como o Foro de São Paulo, Clube de Paris, ONU, Clube de Bilderberg, Nova Ordem Mundial, governos de determinados países, instituições religiosas, ONGs e outros fortes grupos econômicos. Para quem nunca ouviu falar nesses nomes, vale uma breve leitura.

Há uma impressão habitual de que esses patrocínios só ocorrem de forma velada ou até ilegal, mas existem organizações formais que defendem seus interesses e divulgam seus investimentos de forma aberta.

É o caso da Open Society Foundations, que tem como fundador o filantropo ou megaespeculador George Soros, que investe abertamente na legalização da maconha pelo mundo, como em 2014, quando foram investido 500 mil dólares no Uruguai.

“Pra onde vai a grana dessa vez?”

Este ano, a instituição abriu escritório no Brasil e Soros concedeu uma entrevista no mínimo interessante à Folha de S.Paulo. Para muitos críticos e especialistas, uma das metas da sede brasileira também é a legalização da maconha em solos tupiniquins.

Presidido pelo ex-secretário nacional de Justiça (2011), Pedro Abramovay, o escritório poderá multiplicar a rede de amizades de George Soros no Brasil, que já é poderosa – afinal que político brasileiro não gostaria de ter como amigo um filantropo bilionário?

Entre os nomes temos Fernando Henrique Cardoso e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Coincidência ou não, FHC é um dos principais nomes defensores da legalização no Brasil e Cristovam, em 2014, presidiu as audiências da SUG 8, que sugere a legalização no Senado Federal.

Agora uma pergunta pertinente: por que motivo um estrangeiro investiria tanto para mudar uma lei em outro país?

Filantropia não parece ser a resposta mais lógica. O fato é que conversas sobre temas como esse são pautadas em nosso meio social com alguma finalidade, aparentemente mais capitalista do que de caridade de bons velhinhos.

Eu não entendi o enredo deste samba, amor

Aqui vai um desfile de propósitos na avenida, já que quem sabe que é vitrine não perde tempo e vende com antecedência os espaços em sua prateleira.

Há quem diga que as escolas de samba definem o tema de seus enredos totalmente de forma comercial, a preço de ouro. Fazem isso por saberem, que durante aquele período são capazes de gerar Agenda Setting com toda a sua visibilidade.

Neste ano, um caso chamou a atenção inclusive do Ministério Público Federal (MPF): a campeã Beija-Flor teria recebido uma doação estimada em R$ 10 milhões do ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, pelo samba enredo “Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial”.

Isso custa caro, amor

O assunto repercutiu na grande mídia e a CartaCapital chegou a entrevistar um ativista político do país erradicado nos Estados Unidos. Uma série de especialistas em diplomacia destacaram a disparidade do valor da doação com a realidade do povo da Guiné Equatorial, onde a maioria do povo vive com menos de 1 dólar por dia.

O caso é rotineiro. Nossa paixão pelas escolas pode ser comercializada, afinal sabemos que durante o carnaval os assuntos levantados nos enredos se transformam facilmente em notícia e temas de conversas.

Velhas e novas mídias vestem suas celebridades

Se você tem muitos seguidores no Instagram e tem influência sobre seu público, certamente pode estar dando de graça sua credibilidade a produtos comerciais ao postar uma foto consumindo algo ou simplesmente marcando sua localização em um estabelecimento comercial.

Por isso, hoje é comum vermos bodybuilders usando suas redes sociais para divulgar suplementos ou belas mulheres divulgarem cosméticos, por meio de dicas de maquiagem no YouTube.

Já em 2009, Jason Zook, que é hoje escritor e referência sobre negócios criativos na web, fez de sua imagem um business rentável: ele passou a vestir a camisa de uma empresa por dia. Qualquer marca podia comprar o seu dia e ele tirava uma foto descolada vestindo a peça e postava em suas redes.

“Oi, tudo bem? Me paga pra eu vestir a tua roupa?”

O empresário talvez tenha sido o primeiro grande case nesse segmento, e o negócio lhe rendeu milhões de dólares. Em poucos meses, a agenda de camisetas que ele ia vestir – que ficava disponível no site oficial – já estava completa por um período de mais de um ano. Durante quatro anos com este trabalho, Zook pautou o nome de várias empresas e produtos nas rodas sociais norteamericanas.

Desta forma, os canais de vídeo se tornaram ferramentas poderosas para vários tipos de conteúdos. Roteiros de esquete de humor, webséries e outros conteúdos tornam-se atrativos para marcas investirem em publicidade e merchandising, com o fim de levantar algum assunto nas rodas que frequentamos. Isso já acontecia com as novelas, séries, programas de auditório e nas pautas dos jornais e revistas.

Nem tudo são espinhos: a arte e a democratização das vitrines

Isso nos deixa com uma sensação de que a arte e o jornalismo sempre serão maculados pelo comercial. Mas tirando de lado o romantismo da produção cultural, todo esse novo arranjo midiático democratizou a publicidade, que antes era dominado apenas por grandes conglomerados: as emissoras de TV, rádio, jornais e revistas.

“Parece você, mamãe!”

As mídias sociais harmonizaram esse poder e o nascimento de novos meios e personalidades, equilibrando a balança comercial da propaganda, em nível de recurso e influência social. E a gente não pode esquecer que a propaganda tem um papel fundamental na produção artística.

O efeito colateral da proibição de comerciais para crianças foi a redução drástica de programas infantis nacionais na TV aberta, o que fortaleceu o consumo de produtos internacionais. Isso pode gerar um lapso de identidade no futuro dessa geração. Diferente dos adultos de hoje, que podem citar como referência de sua infância programas como: Castelo Rá-tim-bum, Sítio do Pipcapau Amarelo, TV Colosso, entre outros.

Boas práticas em relação ao Agenda Setting

Sabedores da existência e operacionalidade dessa fórmula, podemos nos proteger e também utilizá-la de maneira positiva. Aqui vão três sugestões para otimizar o olhar sobre a informação que consumimos.

A primeira é o filtro da consciência crítica. Sempre que ler uma notícia ou história que envolva marcas ou ideais se encaixando de forma muito perfeita, acione o gatilho de que tudo na vida que aparece muito certo provavelmente foi orquestrado, pois mesmo aquilo que é muito bom não bebe de verdade absoluta.

Sempre questione:

  1. Quem têm interesse nesse assunto?
  2. Como alguém poderia se beneficiar com essa história?
  3. Quando e onde o assunto surgiu?

A segunda é extrair o néctar do marketing. Toda construção de Agenda Setting é elaborada com muita pesquisa e estudo para justificar sua importância. Depois de levantadas essas informações, a função do marqueteiro é anabolizar a relevância do tema.

Se retirarmos essa maquiagem e identificarmos o néctar daquela mensagem podemos identificar informações poderosas para as nossas vidas.

Outra premissa jornalística é fundamental: ouvir os dois lados. Toda história tem duas versões.

A terceira e mais importante: seres individuais tem hábitos e pensamentos únicos. Após os dois exercícios anteriores, você já sabe onde se encaixa a sua presença naquele tema e consegue identificar se aquela pauta te traz reais benefícios.

Afinal, construir pontes de comunicação efetivas no mercado de trabalho, em seu ciclo familiar e na roda de amigos pode ser um dom ou um caminho trilhado por boas estratégias.

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Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Li essa frase, numa rede social, quando o sujeito que a escreveu estava participando pela primeira vez de um campeonato esportivo.

Ele havia se preparado arduamente para a batalha e, embora não tivesse ganho o campeonato – afinal, ele era um estreante – tenho a impressão de que ele havia ficado satisfeito com o resultado, sobretudo pelo processo de preparação a que se submeteu.

A frase chama a atenção pela provocação que causa ao leitor.

E você, quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez?

Muitos de nós nos acomodamos às nossas rotinas diárias de casa-trabalho-casa ou casa-estudo-casa, finais de semana e noites assistindo televisão e comendo coisas não saudáveis, horas e mais horas em distrações na Internet, que nem nos damos conta da importância de ampliar nossa base de conhecimento como fator crucial para ter uma vida melhor, não apenas no aspecto financeiro, mas também na nossa própria vida pessoal.

Pois o post de hoje é justamente sobre isso: aprendizagem e educação não se esgotam quando você pega o diploma da faculdade e vai procurar um emprego.

É muito mais do que isso.

Na verdade, se você quer ter uma vida plena de sentido e com cada vez mais significado, você precisa ser um eterno aprendiz.

Assim como devemos ingerir proteínas de modo frequente para sustentar o ganho de massa muscular, também devemos ler artigos sobre a importância do aprendizado de modo igualmente recorrente se quisermos manter um ciclo de vida sempre aberto e receptivo para aprendizagens.

Se você parou de aprender, você parou no tempo

Ok, eu nem queria colocar esse subtítulo aqui, mas acho que ele se encaixa perfeitamente na história que vou contar.

Um amigo me contou certa vez que, quando começou a trabalhar como estagiário na empresa, teve que abrir uma conta bancária no banco para poder receber sua bolsa.

Então, ele se dirigiu à agência bancária mais próxima do seu local de trabalho, e foi muito bem atendido pela recepcionista, que logo o encaminhou para o gerente de conta.

E, toda vez que ele precisava ir para a agência resolver alguma coisa ligada à sua conta, lá estava a recepcionista, sempre solícita, comunicativa e contente, para o atender.

Passaram-se longos 4 anos, e, durante esse tempo, ele concluiu o estágio, deixou de frequentar tal banco, formou-se, fez mestrado e partiu para construir sua carreira.

Mas ele teve uma ascensão meteórica em sua carreira, pois conseguiu subir para o cargo de gerente de projetos, graças aos resultados que havia conseguido obter nas empresas em que trabalhou, aliados à melhoria de sua qualificação (além da graduação, concluiu um mestrado).

Em resumo, ele recebeu propostas de trabalho de 3 empresas diferentes, e resolveu aceitar o convite daquela primeira empresa que o havia contratado como estagiário.

Ao ser recontratado pela antiga empresa, ele teve que reativar a conta naquele primeiro banco, e qual não foi a surpresa dele ao se deparar com a mesma recepcionista que havia lhe dado as boas-vindas quando ele entrou ali para abrir a conta na condição de estagiário!

“Não me diga que agora você é gerente? Parabéns! Mas me diga, como você conseguiu subir assim tão rápido na carreira?”, disse a moça da recepção, demonstrando estado de choque e surpresa total pela rápida ascensão profissional do meu amigo.

Ele teve uma conversa bem animada com essa moça, mas me disse que saiu desse reencontro com um misto de alegria, pelo reencontro com uma pessoa conhecida, mas ao mesmo tempo decepção, pois aquela moça, com habilidades interpessoais aparentemente boas (segundo meu amigo), poderia criar valor ao longo desses 4 anos para poder ter um trabalho que remunerasse à altura suas (potenciais) virtudes profissionais.

E quantas pessoas você não conhece que se acomodaram e se acostumaram a fazer as mesmas coisas burocráticas durante anos, quem sabe décadas, e estão até hoje no mesmo lugar que estavam há 4, 8, 15 ou 20 anos, enquanto você foi, ao longo desse tempo todo, escalando todos os níveis e degraus de sua carreira profissional? Ou será que você também estagnou?

Meu amigo, minha amiga, não existe almoço grátis.

Se você quiser ter liberdade financeira, você precisa aprender mais.

Aprender mais sobre sua carreira, aprender mais sobre sua área de atuação, aprender mais sobre finanças pessoais e investimentos, aprender mais sobre muitos outros tópicos indispensáveis para ter êxito na vida pessoal e na vida profissional.

Você não pode se dar ao luxo de, nas horas vagas, gastar a maior parte de seu precioso tempo com coisas que não irão lhe acrescentar novas ideias, novos hábitos, novos pensamentos ou novos comportamentos ou novas atitudes.

Você precisa se reciclar constantemente.

Até há alguns anos, todos acreditávamos que a educação e o aprendizado se resumiam ao ciclo da pré-escola até a faculdade. Esse pensamento da educação restrita à educação meramente formal pode, inclusive, ser o pensamento de seus pais e avós.

Porém, hoje em dia, sabemos que o mundo tem passado por constantes, rápidas e irreversíveis transformações, de modo que precisamos nos adaptar e evoluir como pessoas, para podermos lidar com as novidades que vemos surgindo a cada ano que passa, inclusive nas coisas mais simples.

Vou contar outra história (pois eu acredito no valor das histórias para fixar determinados conceitos e ideias daquilo que quero transmitir).

Conheço uma pessoa já na faixa dos seus 70 e poucos anos, aposentado, que costumava receber o contracheque da aposentadoria em via de papel. Ele sempre foi avesso à tecnologia, de modo praticamente completo. Mesmo tendo condições de sobra para ter computador em casa, e mesmo sendo uma pessoa altamente instruída, com diploma superior e tendo atingido tecnicamente a independência financeira, ele preferiu ignorar a Internet. Vive desconectado. Não tem sequer celular. Faz as coisas, digamos, “à moda antiga”.

Pois outro dia, ele me disse que estava em apuros, pois a empresa havia deixado de enviar o contracheque por meio de papel, comunicando que a partir de então todos os documentos seriam enviados por email ou estariam disponíveis na página da empresa na Internet. O problema era que ele não tinha Internet e, muito menos, email!

Essas situações, que chegam a ser bizarras, carregam uma importante lição: precisamos aprender a acompanhar e a dominar os novos meios de comunicação que surgem, para não sermos privados dos benefícios que eles podem nos proporcionar.

Como continuar aprendendo continuamente?

Cursos online.

Na Internet, existem cursos para qualquer área do conhecimento que você queira explorar. Não vai ser por falta de opções que você não aprenderá novas habilidades, nem que sejam apenas para melhorar algum ponto de sua vida pessoal, como reformar móveis e objetos pessoais, aprender a fotografar melhor, criar web sites, ou aprender a cozinhar. Alguns sites bons nesse sentido – alguns pagos, e outros gratuitos – são o Udemy, o Lynda e o Khan Academy. Além desses sites específicos, o próprio YouTube tem milhares, talvez milhões de canais, elaborados por pessoas que têm verdadeira paixão na arte de ensinar e transmitir conhecimento através de vídeos educativos.

Livros físicos e Loja Kindle.

Os livros são excelentes meios de adicionar conhecimento e progredir na vida, como já disse no blog em outras ocasiões. Hoje em dia, esta facilidade ficou ampliada com a possibilidade de lermos através de aparelhos eletrônicos portáteis, como o Kindle. Apesar de toda a facilidade proporcionada pelos tablets e smartphones, eu ainda prefiro usar, além dos livros de papel, o aparelho Kindle como instrumento de leitura, principalmente porque cansa menos os olhos.

Podcasts.

No Brasil, aprender através da audição ainda é, infelizmente, pouco explorado, muito talvez em função da cultura “popular” brasileira de valorizar a informação transmitida através de imagens – vide o sucesso do Instagram e do Youtube por aqui, por exemplo. Conhecimento e informação transmitidos através de textos parecem ser relegados a segundo plano, tal como já noticiei em um artigo antigo, mas ao mesmo tempo tão atual: 0,05% a.a. não é só a taxa de administração do PIBB: é também a fatia do orçamento doméstico que o brasileiro reserva para livros…

Podcasts são programas de áudio sobre os mais diversos assuntos baixados no celular ou tablets. São mais dinâmicos que os livros, na medida em que tratam de assuntos de maneira mais atual e para um público mais específico, enquanto os livros se destinam, em geral, para um espectro de público mais amplo. Eu gosto – e já disse isso aqui no blog – dos podcasts da CBN sobre finanças pessoais (Mauro Halfeld e Mara Luquet), e, mais recentemente, do YNAB.

Audiobooks.

São os livros narrados em formato de áudio. Muito úteis para serem ouvidos em momentos ociosos, como esteira de academia, trajeto de trânsito, dentro do avião etc., mas tão pouco explorados no Brasil, assim como os podcasts, os audiobooks são ferramentas ótimas para aliar aquisição de conhecimento com otimização de uso do tempo, principalmente em situações e circunstâncias que não requerem nossa concentração visual sobre uma folha de papel ou uma tela eletrônica.

O grande manancial dos livros de áudio é o Audible, e eu falo por experiência própria: tenho uma conta lá há mais de 13 anos, e o app do Audible está na tela inicial do meu smartphone desde que eu usava o Palm.

Escolas “tradicionais”.

Por quê não? Embora saibamos hoje em dia que é perfeitamente possível adquirir conhecimento de qualidade sendo um completo e voraz autodidata, muitas profissões ainda requerem a qualificação pelos meios tradicionais das universidades e cursos formais, tais como o Direito, Engenharia e Medicina.

A formação do hábito

Só é possível adquirir um conjunto de novas habilidades unindo dois ingredientes fundamentais e indissociáveis: trabalho duro e hábito. E por hábito eu quero dizer: todo dia, ou, pelo menos, 5 vezes por semana. Separe um tempo, de 20 ou 30 minutos, todo dia, de preferência no mesmo horário, para aprender alguma coisa nova, até que ela faça parte de sua rotina.

Para evitar a tentação de abandonar o aprendizado no meio do caminho, faça um duplo controle:

(a) marque na agenda o compromisso de aprender a nova habilidade, e

(b) use uma folha de calendário impressa para você riscar o dia em que você consumiu tempo aprendendo coisas novas.

Revise semanalmente essa folha de calendário a fim de verificar se você de fato está fazendo progressos no seu compromisso de aprender novas habilidades, ou se está simplesmente se auto-enganando.

Conclusão

Tão ou mais importante do que aumentar a quantidade de dinheiro em sua conta bancária é aumentar a quantidade de neurônios em seu cérebro.

Isso porque aumentar a quantidade de células em sua cabeça fornecerá elementos para que você formule e crie respostas melhores para as diferentes demandas e perguntas que a vida constantemente lhe fará.

“A palavra que melhor representa o cérebro é a plasticidade, isto é, o poder do cérebro de se modelar em função das novas experiências, dos novos contatos, já que, a partir dessa imersão em novas situações, conexões neurais são criadas e o próprio mapa cerebral vai sendo redesenhado, de forma dinâmica e contínua.

A leitura desempenha um papel decisivo para a vitalidade do cérebro, como se fosse um músculo que necessita continuamente ser exercitado. A nossa capacidade intelectual depende menos de nossa genética, e mais das experiências que construímos ao longo da vida”.

Sem se submeter a novas experiências, sem explorar territórios desconhecidos, sem aprender coisas novas, fica muito difícil evoluir como pessoa. Você consegue imaginar como seria sua vida hoje se não soubesse usar o Google, ou manejar uma conta de email, ou, ainda, escovar os dentes, ligar o fogão ou usar talheres?

Continue aprendendo.

À medida que o tempo passa, a vida vai nos colocando cada vez mais desafios, que talvez exigirão de nós habilidades que ainda não desenvolvemos por completo.

Saber lidar com o dinheiro é uma dessas habilidades, que muitos dos novos leitores têm intenso desejo de dominar, a julgar pelas perguntas que constantemente aparecem na caixa de comentários, e que é uma habilidade essencial para ter uma vida com mais segurança e tranquilidade.

O aprendizado serve para melhorar várias áreas de nossa vida. Por exemplo, semana passada fiz pela primeira vez na vida um exercício de flexão de braços usando suportes. Como estava acostumado a fazê-lo apoiando os dedos das mãos diretamente no chão, foi difícil usar o suporte para o apoio das mãos. Claro, cansei mais do que o normal.

Foi um exercício interessante, e, mais do que isso, representou uma novidade, já que fez com que meu corpo precisasse se adaptar de maneira distinta, para produzir o movimento correto. Certamente essa novidade irá contribuir para incrementar o trabalho físico que venho realizando, e o apoio correto no suporte é uma habilidade que sem dúvida precisarei dominar se quiser fazer o movimento correto do exercício.

E você, quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

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Como acabar com os problemas de sono

Você já deve ter ouvido falar que passamos um terço da nossa vida dormindo. Nosso descanso e a saúde do nosso organismo são diretamente influenciados pela postura que adotamos ao dormir e pelas coisas que fazemos antes de deitar.

Incrível.club reuniu para você recomendações de vários especialistas sobre como dormir para amenizar seus problemas de saúde.

Dor nos ombros

Se você tem dor nos ombros, deve evitar dormir de lado, sobretudo em cima do lado dolorido. Dormir de barriga para baixo também não é recomendado, já que, nesta posição, os ombros não ficam na postura correta.

A melhor opção é dormir de costas. Use um travesseiro fino ou, ainda melhor, um ortopédico. Coloque um segundo travesseiro sobre o estômago, abraçando-o. Assim, seus ombros ficarão numa posição correta e estável.

Caso não consiga dormir de costas, é permitido dormir de lado, mas do lado contrário ao dolorido. Nesse caso, dobre os joelhos e leve-os em direção ao peito. Coloque um travesseiro entre as pernas. Não coloque a mão, pois isso criaria uma postura não natural do ombro.

Dor nas costas

Começa com a escolha certa do colchão: um macio não é para você. Quem sofre com dores nas costas precisa manter a curva natural da coluna.

A maneira mais eficiente seria dormir de costas. Coloque um travesseiro sob as pernas para restabelecer a curvatura da coluna, reduzindo a tensão nos tendões. Você também pode colocar uma toalha enrolada embaixo da cintura, o que irá garantir um apoio adicional às costas.

Se estiver acostumado a dormir de barriga para baixo, coloque um travesseiro pequeno sob a pélvis, para que as costas não curvem mais que o normal.

Para as pessoas que preferem dormir de lado, os médicos aconselham optar pela postura fetal. Leve as pernas em direção ao estômago, o que fará com que as costas curvem. Coloque um travesseiro ou almofada pequena entre as pernas para evitar o movimento do quadril e a consequente sobrecarga na parte baixa das costas.

Dor no pescoço

Assim como acontece nos casos de dor nas costas, é preciso garantir uma postura confortável e correta do pescoço.

A melhor opção é dormir de costas, colocando um travesseiro sob a cabeça e também embaixo de cada braço. É muito importante usar o travesseiro certo: escolha um ortopédico, em formato de tubo.

Caso goste de dormir de lado, não use travesseiros altos demais. A melhor espessura é de até 15 centímetros. O travesseiro perfeito deve ter a altura do ombro, para manter o pescoço na posição correta.

Se preferir dormir de barriga para baixo, use um travesseiro bem fino. Mas é melhor evitar dormir nessa posição, já que, nesse caso, o pescoço fica sempre virado para um lado.

Insônia

Claro que, nessas situações, é difícil não usar o celular ou o computador antes de dormir, mas faça o esforço. Afinal, esta é uma solução para quem passa horas revirando na cama tentando pegar no sono. A luz dos dispositivos eletrônicos influencia negativamente no ciclo do sono.

Além disso, seis horas antes de dormir, evite consumir cafeína. E não falamos apenas do café, mas também de Coca-Cola, bebidas energéticas, chá preto e chocolate.

Faça exercícios pela manhã e à noite. Isso ajuda a tonificar o corpo, melhorando a circulação sanguínea e facilitando o sono.

Acordar várias vezes durante a noite

Se você acorda muito durante à noite, além de deixar de lado os aparelhos eletrônicos, evite o consumo de bebidas alcoólicas. O álcool altera o equilíbrio hídrico e também a fase mais longa do sono. Por isso, acordamos durante a noite.

Além disso, verifique a temperatura do seu quarto. A ideal é de 20 a 22°С. Quando faz calor demais, é realmente difícil pegar no sono. Quando está muito frio, por outro lado, existe o risco de resfriados.

Dificuldade para acordar

Pode parecer que todo mundo sofre deste mal, mas, por mais estranho que possa parecer, ele é facilmente solucionado. Programe o alarme para o mesmo horário todos os dias, inclusive nos fins de semana. Claro que, para acordar cedo, é preciso ir para a cama cedo também, e nem sempre esta é uma tarefa fácil.

Roncos

Caso você ronque muito, não durma de costas. Nesta posição, os tecidos moles da garganta “grudam” entre si, criando um obstáculo para o fluxo de ar.

Preste atenção ao travesseiro. Um travesseiro muito macio faz com que sua cabeça incline para trás, tornando os roncos mais fortes. Use um travesseiro adicional para evitar que sua língua vá para trás, evitando os roncos.

Durma de lado. Assim, sua cabeça fica numa posição natural, sem impedir o fluxo de ar.

Faça exercícios anti-ronco. Há ’treinos’ simples para o músculo da língua e garganta que também são úteis para combater os roncos.

Cãibras

Cãibras são espasmos musculares que, durante a noite, acontecem geralmente nas pernas. Quase 80% das pessoas sofrem com este problema, independentemente de idade. As cãibras podem ser resultados de doenças, problemas no sistema nervoso e falta de microelementos. Por isso, caso sofra frequentemente com elas, procure um médico.

As cãibras, porém, acontecem também com pessoas totalmente saudáveis. Elas podem surgir em decorrência de uma atividade física intensa, fadiga muscular, estresse e ainda trabalho sedentário.

Para se livrar das cãibras, faça qualquer tipo de exercício físico que melhore o alongamento e fortaleça os músculos das pernas. Yoga ou massagem antes de dormir são ótimas ideias. O importante é lembrar que isso deve se tornar um hábito, para que o resultado desejado seja obtido.

Outros problemas

Os motivos que levam à dificuldade para dormir podem ser variados: começando pelo cansaço extremo, passando pelo uso de um calçado incômodo e indo até os problemas de digestão e no sistema nervoso. Portanto, para determinar a causa com exatidão e escolher o tratamento adequado, é necessário procurar a ajuda de um especialista. Caso tudo esteja bem com sua saúde, mas as sensações desagradáveis permanecerem, siga as recomendações gerais.

Se você sofre de azia durante a noite, uma boa ideia é dormir do lado esquerdo, com a cabeça apoiada num travesseiro elevado. Esta posição evita que o conteúdo do estômago volte ao esôfago, prevenindo a azia.

Suas pernas doem à noite? Então, ao deitar, mantenha-as num nível mais elevado. Para isso, um rolo feito com um cobertor pode ajudar. Outra opção é apoiar as pernas na cabeceira da cama. O sangue venoso acumulado durante o dia irá circular, e a sensação nos membros inferiores vai melhorar. Não esqueça de fazer uma leve massagem nos pés antes de dormir, evite chás fortes e café ao menos seis horas antes de deitar.

Foto de abertura Ilustradora Natalia Kulakova
for Incrivel.club
Produzido com base em material de thisisinsider

Você não é tão inteligente quanto pensa que é ….. confira

Você é mais idiota do que imagina: e essas são as 4 provas

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Você é um imbecil.

Mas não se preocupe! Isso não é uma coisa com a qual você tenha que se envergonhar.

Somos todos idiotas. E aqui está o porquê:

1. Nós ignoramos TUDO o que uma pessoa diz se não concordamos com alguma das coisas que ela falou

Argumentos são estressantes e estar certo é sempre muito legal.

Assim, quando ouvimos um argumento com o qual discordamos, nós estamos sempre à procura de uma maneira rápida e fácil de rejeitá-lo.

Mas atacar o conteúdo de uma mensagem é muitas vezes um trabalho desgastante e difícil.

Então, o que fazer?
Geralmente, ouvimos uma pessoa apenas tempo suficiente para que ela dê um único passo em falso ou diga alguma outra coisa que não gostamos. Pronto. Usamos esse pequeno deslize para descartar tudo o que foi falado e feito.
“Ops, você usou uma estatística discutível no seu segundo parágrafo.

A conclusão é falha”. Ou: “Não, não vou ouvir o que essa pessoa tem para falar. Certa vez, ela apertou a mão de um político que eu odeio”.

Ou ainda: “Ele acha que a carga tributária mudou desproporcionalmente ao longo das duas últimas décadas para a classe média? O que ele sabe? Ele tem um Xbox”.

É também por isso que amamos atribuir rótulos para as pessoas.

Esse tipo de padronização nos salva do trabalho de encontrar até mesmo uma coisa sobre as pessoas para discordar, apenas atribuindo-lhes todas as falhas de qualquer grupo no qual ela esteja “dentro”.

Se você já sabe que não concorda com tudo o que um “conservador” ou um “liberal” ou um “dono de Xbox” diz, estes rótulos poupam o trabalho de realmente ouvir essas pessoas.

Aí você se defende: “Como um pensamento racional e inteligente poderia sair de cabeças tão pequenas e fechadas!?”.

Claro, pensamentos racionais saem de pequenas cabeças o tempo todo. Afinal, ninguém está errado sobre tudo. Mesmo o seu mais terrível inimigo provavelmente ainda gosta de brigadeiro, ou daquela série que você ama mais que a vida.

De vez em quando, é bom verificar o seu desejo de rejeitar alguém por instinto e pensar um pouco a respeito antes de emitir seu julgamento.

2. Pensamos que, se alguém comete um erro, é porque essa pessoa é ruim em tudo que ela faz

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Qual é o seu primeiro pensamento quando você vê alguém que você não conhece cometer um erro meio básico?

Você sabe, quando eles jogam lixo na rua ou dirigem um carro para dentro de uma piscina.

“Que idiota”, você pensa. Eu sei que sim. E eu também.
Mas o que você pensa quando vê um amigo ou membro da família cometendo um erro desses? Você é provavelmente um pouco mais simpático.

Eles estavam distraídos? Tinham bebido? Alguém cortou os freios em seu carro?

Você sabe que eles não são idiotas completos, então você pára, pensa um momento, e começa a procurar razões pelas quais eles poderiam ter cometido um erro.

Só que a gente não costuma dar esse benefício da dúvida para a maioria das pessoas.

É o chamado Erro Fundamental de Atribuição, e basicamente significa que nós atribuímos os erros e falhas de outras pessoas a alguma falha fundamental que elas tenham, ao invés de as circunstâncias em que estão.

Mais uma vez: quem nunca?

É difícil lutar contra isso. Nós simplesmente não pensamos em pessoas que não conhecemos muito bem. Mas quando você tem tempo para refletir, como no caso de amigos e parentes, a coisa muda de figura.

3. Nós estamos tentando nos proteger de outros idiotas, e acabamos sendo idiotas

Todos nós podemos lembrar de ocasiões quando estávamos tentando ser agradáveis e acolhedores com alguém, e fomos absolutamente pisoteados por isso.

Talvez você tenha segurado uma porta aberta para alguém, só para ver essa pessoa deixar a porta bater no seu rosto no dia seguinte. Os exemplos são infinitos, você sabe.

E é ainda mais fácil pensar em exemplos de idiotas que parecem se beneficiar da sua desgraça.

Como um chefe ou colega que consegue tomar crédito pelo seu trabalho duro.
Claro, às vezes idiotas não conseguem o que eles querem.

Gritar com um recepcionista do hotel apenas deixa você em um quarto pior.

Sua carreira pode até ser bem-sucedida se você for um babaca, mas todo mundo vai te odiar.

Só que isso simplesmente não acontece o suficiente, não é?

É por isso que desenvolvemos todo o tipo de defesas para nos prevenir de aproveitadores em potencial.

Ficamos cautelosos sobre fazer favores para colegas.

Esticamos os ouvidos quando ouvimos algum cochicho no escritório e por aí vai.

Nós rugimos e rangemos os dentes para estabelecer o domínio e marcar nosso território.

E, assim, acabamos agindo de forma meio idiota, como os idiotas que queremos evitar.

4. Nós achamos que todas as pessoas são iguais a nós

Há uma coisa que você provavelmente faz quando considera que todas as outras pessoas estão na mesma situação. Você se pergunta: “O que eu faria nesta situação?”.

Isso é chamado de empatia, e é a ferramenta básica que usamos para medir o mundo social.

Geralmente é uma coisa boa, mas, o problema com esse instinto é que o critério que usamos com ele é torto.

É o “eu” na frase.

Exceto que tenha ocorrido um incidente com uma fábrica de clones ou um confronto em uma sala de espelhos, a pessoa que você está considerando é suscetível de ser MUITO diferente de você de vários jeitos.

Por exemplo, quando as pessoas são paradas por um policial, sua reação não é sempre igual.

Uma mulher branca de classe média  não é geralmente acusada de ser uma criminosa o tempo todo. Assim, se um policial quiser checar meus documentos e o meu carro, posso ficar assustada, mas não ficarei particularmente chateada.

Provavelmente, eu iria lidar com o policial de forma educada até que o erro tenha sido devidamente esclarecido.

Ele é apenas um cara fazendo o seu trabalho.

Posso simpatizar com isso, mesmo que a situação seja um pequeno inconveniente para mim.

Enquanto essa é uma atitude que eu posso dar ao luxo de ter, outras pessoas não possuem os mesmos privilégios, e é completamente compreensível que suas interações com a polícia sejam mais tensas e conflituosas.

A mesma coisa acontece, por exemplo, quando algumas pessoas se ofendem com uma piada que você achou hilária.

É difícil ignorar seus instintos nesta situação – o riso era genuíno.

Mas seus instintos e senso de humor são baseados em sua experiência e sua história, e toda a bagagem e os pontos cegos inerentes a sua educação em particular.

O que é normal, um comportamento razoável para você, pode não ser para alguém que tenha uma história completamente diferente.

Então, como não ser um idiota?

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Bem, a solução é considerar sempre todas as variáveis e as circunstâncias das outras pessoas antes de sair por aí atirando pedras.

É trabalhoso, é complicado. Mas é fundamental.
Pode parecer impossível, mas, se você quiser ser uma pessoa melhor, precisa ao menos tentar.

….11 coisas da pornografia que podem atrapalhar o sexo real

11 coisas da pornografia que podem atrapalhar o sexo real

A vida não é um filme pornô

Ser mulher pode render uma grande repressão sexual, seja na infância, quando nos falam que colocar as mãos em partes íntimas é “sujo”, seja na adolescência, quando nossos pais ensinam a nos “preservar”. Apesar de tudo isso, acabei rompendo questões que normalmente são pautadas por "isso não é coisa de menina" ou "mulher não se interessa", e tive minha iniciação no sexo por meio da pornografia.

Foi por acaso, aos 10 anos. Estava pesquisando imagens do jogo Prince Of Persia e encontrei um anúncio para site pornográfico; achei “bacana” e cliquei. Desde então, tenho sido uma dessas várias mulheres da nova geração que consome esse tipo de conteúdo na internet. Nós acabamos tendo um olhar diferente do público alvo dessas produções pornográficas, que são os homens, e fica fácil perceber que os filmes fazem com que várias expectativas sejam criadas em cima do sexo. E elas são baseadas em um conteúdo que, muitas vezes, não condiz com a realidade. Justamente por isso, vejo que o outro lado dessa história (ou seja, eles) também sente os efeitos do falso mundo pornô.

Sempre que toco nesse assunto, gosto de citar o filme “Como Não Perder Essa Mulher”, com o título em inglês "Don Jon". Ele foi escrito, dirigido e estrelado pelo ator Joseph Gordon-Levitt e conta com Julianne Moore e Scarlett Johansson no elenco. O roteiro narra a história de Jon, um homem viciado em pornografia que nunca está satisfeito com o sexo real, graças às narrativas criadas por produções dessa categoria. Ele conhece a personagem de Scarlett Johansson, que é apaixonada por filmes românticos, e cria expectativas sobre o amor baseada nessas histórias. Moral de tudo? Pornografia está para homens assim como filmes românticos estão para mulheres, considerando essa a tendência imposta por esse tipo de indústria.

Joseph Gordon-Levitt e Scarlett Johansson

1. Nem sempre a mulher vai gemer como se o mundo estivesse acabando

Comecei de leve para não chocar. Mas sabe o gemido da Sasha Grey? Pois é, desiste. O de uma mulher numa relação sexual comum é geralmente leve, baixo, acompanhado mais por respirações ofegantes do que qualquer outra coisa. Claro que em alguns momentos fica um pouco mais alto, mas raramente é aquele berreiro todo.

É provável que homens com algum número de experiências sexuais já tenham percebido que a coisa no mundo real não funciona daquele jeito. Mas para os que ainda estão pouco acostumados, não pensem que estão indo mal; é assim mesmo.

Caso você tenha dúvidas se sua parceira está tendo prazer, já que os gemidos servem de “termômetro”, sugiro que faça o básico: pergunte, cheque se está tudo bem e observe as expressões faciais da sua parceira. Isso é muito importante, bem mais do que os sons que ela pode fazer.

Acontece muito de algumas meninas também acharem que o certo é sair gritando. A dica que eu deixo é aquele mais singelo: “calma, amiga”, essa dramatização toda não é necessária.

2. A anatomia feminina não é exatamente aquilo lá

Sobre seios, nem todos eles são bem desenhadinhos e empinados. Algumas mulheres tem mamilos pequenos, outras tem aureolas grandes. As vulvas nem sempre são rosadas (independente da cor de pele da mulher) e também não são sempre finas e com lábios pequenos.

Assim como o pênis varia de cor e tamanho, o mesmo serve para mulheres. Muitas vezes ouvi caras “frustrados” ou achando “estranho” algo que seja diferente daquilo visto nos filmes.

O que acontece é que boa parte das pessoas simplesmente tem anatomias diferentes. Mas, assim como acontece na moda ou em outras esferas, há um padrão na indústria pornográfica que dita o que é esteticamente agradável ou não. Isso faz mulheres sofrerem, já que muitas delas buscam cirurgias extremamente invasivas para ter um corpo parecido com os das atrizes pornôs.

O que eu quero deixar aqui é que cabe a ambos os lados entender que um corpo não precisa alcançar um padrão, e que nada é pior ou melhor que nada. As diferenças são apenas estéticas, o corpo feminino continua sendo fonte de prazer independente das formas que ele pode ter. Além do mais, na minha mais honesta percepção, o mais divertido é tirar a roupa, ver como cada corpo é diferente e entender como ele funciona desse jeito.

3. Nem toda mulher se depila (e nem é obrigada)

Há um tempo eu vi um ensaio da Bellini, onde ela estava vestida de Frida Khalo e nua. Um dos comentários foi (sic) “NÃO TINHA GILETTE EM CASA NÃO?”, se referindo aos pelos pubianos dela. Mas a questão é que ninguém é obrigado a nada.

Muitas vezes a mulher não teve tempo ou não gosta, mas não deveria ser papel do parceiro dizer que é nojento ou negar ter relações com ela por causa disso.

Pelo contrário! O corpo feminino possui pelos por uma questão de proteção, todo mundo tem (inclusive você). É bem comum mulheres relatarem histórias sobre homens que exigem garotas depiladas, enquanto eles mesmos não se depilam.

Se houve interesse pela garota, cabe a você respeitar a escolha dela em mantê-los ou não. Não precisa ter nojo e nem precisa sair correndo, tenta relaxar e deixar fluir, ok?

4. Ter pênis em tamanho olímpico não dá mais prazer

O pênis é algo que mexe com a autoestima de um cara, e o fato de ser grande é, muitas vezes, “orgulho” pra alguns (titio Freud explica). Mas para a frustração (ou alívio) de vocês, na maioria das vezes o tamanho não faz a mínima diferença. Pelo contrário! Às vezes, genitais muito grandes chegam a tornar o sexo mais difícil e até machucar a parceira. Naquela típica conversa de bar com outras mulheres, várias delas contam que “broxam” com membros muito grandes porque sabem que vai ser desconfortável.

Se o seu problema é ter pênis muito grande, talvez a melhor forma de tornar as coisas mais prazerosas, sem machucar a parceira, seja investir pesado nas preliminares de forma com que a vulva se lubrifique sozinha. Camisinha especial, gel ou vibrador também funcionam bem para deixar isso acontecer.

Por incrível que pareça, a mesma dica serve também para aqueles que tem o pau pequeno. Existem várias formas de fazer uma mulher chegar ao orgasmo, a principal delas é pelo clitóris. Ou seja, nesse caso a penetração não faz muita diferença. Mas caso você queira investir nisso, também existem pequenas próteses que ajudam o pênis a aumentar um pouquinho de tamanho, e elas são vendidas em várias sex shops por aí (inclusive em algumas lojas online).

5. Sexo lésbico não é daquele jeito

Parece meio óbvio, mas não é. Lésbicas constantemente escutam de curiosos perguntas como “vocês usam cinta de pênis?” ou “vocês usam muitos brinquedinhos?”, como se o sexo lésbico fosse igual ao dos filmes. Lembrando, como dito anteriormente, que o público alvo dos filmes pornográficos acabam sendo os homens e, por isso, há uma presença constante de objetos fálicos (que seria pra representar o homem naquela situação).

Na vida real, as lésbicas (ou bissexuais) não são lá muito fãs desse tipo de coisa, afinal se você se interessa por vaginas não há motivo para enfiar algo que pareça um pênis no meio.

Se você ainda estiver duvidando de mim, dá uma olhada nesse vídeo:

6. Não é toda mulher que consegue fazer garganta profunda

Em outras palavras: não force. Garganta profunda é um processo complicado, exige técnica, treinamento e calma. Não pode ser feito igual acontece na pornografia, porque em alguns casos pode machucar a garota ou até fazê-la vomitar em cima de você.

O assunto deve ser discutido entre o casal antes, para que a parceira se prepare. Novamente, é possível encontrar vários sites que ensinam formas de se fazer isso. Caso ela não consiga (ou não queira) fazer, não precisa se frustrar; existem outras técnicas de sexo oral que podem ser exploradas a dois.

7. Nem todo mundo curte xingamentos

Tem muita mulher que se sente ofendida ou simplesmente não fica confortável (e nesse caso elas pode acontecer delas não falarem, infelizmente). Basicamente, você tem que perguntar antes. Trocar uma ideia com o parceiro sobre o que ele gosta ou não gosta é o básico.

Se trocar uma ideia for tarefa difícil (seja por timidez, seja pela casualidade do sexo) o melhor é não usar xingamentos. Caso o parceiro deseje isso, ele pode falar quando se sentir a vontade durante a relação, por exemplo.

8. Oral numa vagina não é daquele jeito também

Como tudo na pornografia, o sexo oral é bastante regado a exagero e atuação, ou seja: nada de colocar a língua endurecida pra fora ou fazer aquele liquidificador na vagina da moça, porque tudo o que pode acontecer nesse caso é você pagar um belo de um micão.

Se não estiver muito seguro em relação a isso, aqui tem algumas dicas que podem ajudar.

9. Aquelas posições não são para serem feitas em casa

As posições de filmes pornôs não são muito comuns para serem feitas em casa. Os produtores geralmente pensam em maneiras de fazer o sexo ser filmado explicitamente para câmera, de forma a deixar tudo bem exposto.

Isso sem contar que muitas atrizes possuem uma ótima elasticidade e, a não ser que você namore uma artista circense ou bailarina, posições assim ficam mais complicadas e desconfortáveis.

Porém, para os aventureiros de plantão, nem tudo está perdido. Na internet é possível encontrar uma série de posições e também vários guias sobre o assunto. A dica de ouro é ter paciência e cuidado, além de bastante calma na hora de inovar.

10. Não precisa foder como se o mundo fosse acabar

Não precisa, necessariamente, ir rápido demais, puxar ou jogar na parede para ser bom. O legal é ir descobrindo, brincando, explorando e deixando aquilo crescer entre o casal. Se as coisas rumarem para algo mais selvagem, aí é o momento que cria.

11. Nem toda mulher vai trocar duas palavras contigo e logo querer transar (mas se isso acontecer, tudo bem)

Já lidei com muito homem na internet sem tato, que não sabe como chegar numa garota. Começar investindo pesado e chamando pra cama pode não funcionar muito bem. Tenta conhecer a pessoa um pouquinho, conquistar. Não adianta agir de maneira agressiva, porque provavelmente tudo o que você vai ganhar é um fora.

Caso aconteça da garota ser mais direta, não precisa se assustar também! Se você estiver a fim, por que não? Caso contrário, tente se desvencilhar da situação de maneira educada e evite ao máximo expor a menina.

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

Li essa frase, numa rede social, quando o sujeito que a escreveu estava participando pela primeira vez de um campeonato esportivo.

Ele havia se preparado arduamente para a batalha e, embora não tivesse ganho o campeonato – afinal, ele era um estreante – tenho a impressão de que ele havia ficado satisfeito com o resultado, sobretudo pelo processo de preparação a que se submeteu.

A frase chama a atenção pela provocação que causa ao leitor.

E você, quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez?

Muitos de nós nos acomodamos às nossas rotinas diárias de casa-trabalho-casa ou casa-estudo-casa, finais de semana e noites assistindo televisão e comendo coisas não saudáveis, horas e mais horas em distrações na Internet, que nem nos damos conta da importância de ampliar nossa base de conhecimento como fator crucial para ter uma vida melhor, não apenas no aspecto financeiro, mas também na nossa própria vida pessoal.

Pois o post de hoje é justamente sobre isso: aprendizagem e educação não se esgotam quando você pega o diploma da faculdade e vai procurar um emprego.

É muito mais do que isso.

Na verdade, se você quer ter uma vida plena de sentido e com cada vez mais significado, você precisa ser um eterno aprendiz.

Assim como devemos ingerir proteínas de modo frequente para sustentar o ganho de massa muscular, também devemos ler artigos sobre a importância do aprendizado de modo igualmente recorrente se quisermos manter um ciclo de vida sempre aberto e receptivo para aprendizagens.

Se você parou de aprender, você parou no tempo

Ok, eu nem queria colocar esse subtítulo aqui, mas acho que ele se encaixa perfeitamente na história que vou contar.

Um amigo me contou certa vez que, quando começou a trabalhar como estagiário na empresa, teve que abrir uma conta bancária no banco para poder receber sua bolsa.

Então, ele se dirigiu à agência bancária mais próxima do seu local de trabalho, e foi muito bem atendido pela recepcionista, que logo o encaminhou para o gerente de conta.

E, toda vez que ele precisava ir para a agência resolver alguma coisa ligada à sua conta, lá estava a recepcionista, sempre solícita, comunicativa e contente, para o atender.

Passaram-se longos 4 anos, e, durante esse tempo, ele concluiu o estágio, deixou de frequentar tal banco, formou-se, fez mestrado e partiu para construir sua carreira.

Mas ele teve uma ascensão meteórica em sua carreira, pois conseguiu subir para o cargo de gerente de projetos, graças aos resultados que havia conseguido obter nas empresas em que trabalhou, aliados à melhoria de sua qualificação (além da graduação, concluiu um mestrado).

Em resumo, ele recebeu propostas de trabalho de 3 empresas diferentes, e resolveu aceitar o convite daquela primeira empresa que o havia contratado como estagiário.

Ao ser recontratado pela antiga empresa, ele teve que reativar a conta naquele primeiro banco, e qual não foi a surpresa dele ao se deparar com a mesma recepcionista que havia lhe dado as boas-vindas quando ele entrou ali para abrir a conta na condição de estagiário!

“Não me diga que agora você é gerente? Parabéns! Mas me diga, como você conseguiu subir assim tão rápido na carreira?”, disse a moça da recepção, demonstrando estado de choque e surpresa total pela rápida ascensão profissional do meu amigo.

Ele teve uma conversa bem animada com essa moça, mas me disse que saiu desse reencontro com um misto de alegria, pelo reencontro com uma pessoa conhecida, mas ao mesmo tempo decepção, pois aquela moça, com habilidades interpessoais aparentemente boas (segundo meu amigo), poderia criar valor ao longo desses 4 anos para poder ter um trabalho que remunerasse à altura suas (potenciais) virtudes profissionais.

E quantas pessoas você não conhece que se acomodaram e se acostumaram a fazer as mesmas coisas burocráticas durante anos, quem sabe décadas, e estão até hoje no mesmo lugar que estavam há 4, 8, 15 ou 20 anos, enquanto você foi, ao longo desse tempo todo, escalando todos os níveis e degraus de sua carreira profissional? Ou será que você também estagnou?

Meu amigo, minha amiga, não existe almoço grátis.

Se você quiser ter liberdade financeira, você precisa aprender mais.

Aprender mais sobre sua carreira, aprender mais sobre sua área de atuação, aprender mais sobre finanças pessoais e investimentos, aprender mais sobre muitos outros tópicos indispensáveis para ter êxito na vida pessoal e na vida profissional.

Você não pode se dar ao luxo de, nas horas vagas, gastar a maior parte de seu precioso tempo com coisas que não irão lhe acrescentar novas ideias, novos hábitos, novos pensamentos ou novos comportamentos ou novas atitudes.

Você precisa se reciclar constantemente.

Até há alguns anos, todos acreditávamos que a educação e o aprendizado se resumiam ao ciclo da pré-escola até a faculdade. Esse pensamento da educação restrita à educação meramente formal pode, inclusive, ser o pensamento de seus pais e avós.

Porém, hoje em dia, sabemos que o mundo tem passado por constantes, rápidas e irreversíveis transformações, de modo que precisamos nos adaptar e evoluir como pessoas, para podermos lidar com as novidades que vemos surgindo a cada ano que passa, inclusive nas coisas mais simples.

Vou contar outra história (pois eu acredito no valor das histórias para fixar determinados conceitos e ideias daquilo que quero transmitir).

Conheço uma pessoa já na faixa dos seus 70 e poucos anos, aposentado, que costumava receber o contracheque da aposentadoria em via de papel. Ele sempre foi avesso à tecnologia, de modo praticamente completo. Mesmo tendo condições de sobra para ter computador em casa, e mesmo sendo uma pessoa altamente instruída, com diploma superior e tendo atingido tecnicamente a independência financeira, ele preferiu ignorar a Internet. Vive desconectado. Não tem sequer celular. Faz as coisas, digamos, “à moda antiga”.

Pois outro dia, ele me disse que estava em apuros, pois a empresa havia deixado de enviar o contracheque por meio de papel, comunicando que a partir de então todos os documentos seriam enviados por email ou estariam disponíveis na página da empresa na Internet. O problema era que ele não tinha Internet e, muito menos, email!

Essas situações, que chegam a ser bizarras, carregam uma importante lição: precisamos aprender a acompanhar e a dominar os novos meios de comunicação que surgem, para não sermos privados dos benefícios que eles podem nos proporcionar.

Como continuar aprendendo continuamente?

Cursos online.

Na Internet, existem cursos para qualquer área do conhecimento que você queira explorar. Não vai ser por falta de opções que você não aprenderá novas habilidades, nem que sejam apenas para melhorar algum ponto de sua vida pessoal, como reformar móveis e objetos pessoais, aprender a fotografar melhor, criar web sites, ou aprender a cozinhar. Alguns sites bons nesse sentido – alguns pagos, e outros gratuitos – são o Udemy, o Lynda e o Khan Academy. Além desses sites específicos, o próprio YouTube tem milhares, talvez milhões de canais, elaborados por pessoas que têm verdadeira paixão na arte de ensinar e transmitir conhecimento através de vídeos educativos.

Livros físicos e Loja Kindle.

Os livros são excelentes meios de adicionar conhecimento e progredir na vida, como já disse no blog em outras ocasiões. Hoje em dia, esta facilidade ficou ampliada com a possibilidade de lermos através de aparelhos eletrônicos portáteis, como o Kindle. Apesar de toda a facilidade proporcionada pelos tablets e smartphones, eu ainda prefiro usar, além dos livros de papel, o aparelho Kindle como instrumento de leitura, principalmente porque cansa menos os olhos.

Podcasts.

No Brasil, aprender através da audição ainda é, infelizmente, pouco explorado, muito talvez em função da cultura “popular” brasileira de valorizar a informação transmitida através de imagens – vide o sucesso do Instagram e do Youtube por aqui, por exemplo. Conhecimento e informação transmitidos através de textos parecem ser relegados a segundo plano, tal como já noticiei em um artigo antigo, mas ao mesmo tempo tão atual: 0,05% a.a. não é só a taxa de administração do PIBB: é também a fatia do orçamento doméstico que o brasileiro reserva para livros…

Podcasts são programas de áudio sobre os mais diversos assuntos baixados no celular ou tablets. São mais dinâmicos que os livros, na medida em que tratam de assuntos de maneira mais atual e para um público mais específico, enquanto os livros se destinam, em geral, para um espectro de público mais amplo. Eu gosto – e já disse isso aqui no blog – dos podcasts da CBN sobre finanças pessoais (Mauro Halfeld e Mara Luquet), e, mais recentemente, do YNAB.

Audiobooks.

São os livros narrados em formato de áudio. Muito úteis para serem ouvidos em momentos ociosos, como esteira de academia, trajeto de trânsito, dentro do avião etc., mas tão pouco explorados no Brasil, assim como os podcasts, os audiobooks são ferramentas ótimas para aliar aquisição de conhecimento com otimização de uso do tempo, principalmente em situações e circunstâncias que não requerem nossa concentração visual sobre uma folha de papel ou uma tela eletrônica.

O grande manancial dos livros de áudio é o Audible, e eu falo por experiência própria: tenho uma conta lá há mais de 13 anos, e o app do Audible está na tela inicial do meu smartphone desde que eu usava o Palm.

Escolas “tradicionais”.

Por quê não? Embora saibamos hoje em dia que é perfeitamente possível adquirir conhecimento de qualidade sendo um completo e voraz autodidata, muitas profissões ainda requerem a qualificação pelos meios tradicionais das universidades e cursos formais, tais como o Direito, Engenharia e Medicina.

A formação do hábito

Só é possível adquirir um conjunto de novas habilidades unindo dois ingredientes fundamentais e indissociáveis: trabalho duro e hábito. E por hábito eu quero dizer: todo dia, ou, pelo menos, 5 vezes por semana. Separe um tempo, de 20 ou 30 minutos, todo dia, de preferência no mesmo horário, para aprender alguma coisa nova, até que ela faça parte de sua rotina.

Para evitar a tentação de abandonar o aprendizado no meio do caminho, faça um duplo controle:

(a) marque na agenda o compromisso de aprender a nova habilidade, e

(b) use uma folha de calendário impressa para você riscar o dia em que você consumiu tempo aprendendo coisas novas.

Revise semanalmente essa folha de calendário a fim de verificar se você de fato está fazendo progressos no seu compromisso de aprender novas habilidades, ou se está simplesmente se auto-enganando.

Conclusão

Tão ou mais importante do que aumentar a quantidade de dinheiro em sua conta bancária é aumentar a quantidade de neurônios em seu cérebro.

Isso porque aumentar a quantidade de células em sua cabeça fornecerá elementos para que você formule e crie respostas melhores para as diferentes demandas e perguntas que a vida constantemente lhe fará.

“A palavra que melhor representa o cérebro é a plasticidade, isto é, o poder do cérebro de se modelar em função das novas experiências, dos novos contatos, já que, a partir dessa imersão em novas situações, conexões neurais são criadas e o próprio mapa cerebral vai sendo redesenhado, de forma dinâmica e contínua.

A leitura desempenha um papel decisivo para a vitalidade do cérebro, como se fosse um músculo que necessita continuamente ser exercitado. A nossa capacidade intelectual depende menos de nossa genética, e mais das experiências que construímos ao longo da vida”.

Sem se submeter a novas experiências, sem explorar territórios desconhecidos, sem aprender coisas novas, fica muito difícil evoluir como pessoa. Você consegue imaginar como seria sua vida hoje se não soubesse usar o Google, ou manejar uma conta de email, ou, ainda, escovar os dentes, ligar o fogão ou usar talheres?

Continue aprendendo.

À medida que o tempo passa, a vida vai nos colocando cada vez mais desafios, que talvez exigirão de nós habilidades que ainda não desenvolvemos por completo.

Saber lidar com o dinheiro é uma dessas habilidades, que muitos dos novos leitores têm intenso desejo de dominar, a julgar pelas perguntas que constantemente aparecem na caixa de comentários, e que é uma habilidade essencial para ter uma vida com mais segurança e tranquilidade.

O aprendizado serve para melhorar várias áreas de nossa vida. Por exemplo, semana passada fiz pela primeira vez na vida um exercício de flexão de braços usando suportes. Como estava acostumado a fazê-lo apoiando os dedos das mãos diretamente no chão, foi difícil usar o suporte para o apoio das mãos. Claro, cansei mais do que o normal.

Foi um exercício interessante, e, mais do que isso, representou uma novidade, já que fez com que meu corpo precisasse se adaptar de maneira distinta, para produzir o movimento correto. Certamente essa novidade irá contribuir para incrementar o trabalho físico que venho realizando, e o apoio correto no suporte é uma habilidade que sem dúvida precisarei dominar se quiser fazer o movimento correto do exercício.

E você, quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

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BR EXIT …. o que significa isso ?? e o Brasil como fica ?

Há uma grande interrogação no ar : o que significa saida da Inglaterra da CE ?????

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Para melhor  entendimento  considere  como exemplo básico :

condomínios que utilizam relógio único para o fornecimento de água e energia elétrica:

mesmo com muitos economizando para poder pagar menos, sempre se terá um vizinho gastador, que fará com que a conta seja alta para o que economizou na utilização.

Com isso o vizinho austero se indignará com o vizinho gastador ou se tornará um gastador por indignação.

Assim, o custo no longo prazo será danoso para todos.

O mesmo raciocinio  vale para a COMUNIDADE EURÓPEIA.

Enquanto a Alemanha e o próprio Reino Unido praticavam políticas de austeridade, países como Espanha e Grécia adotavam medidas de aumento do gasto público.

E quando esses países quebraram, o Banco Central Europeu ignorou o Tratado de Maastrich, que previa punições severas para países que não seguissem uma política econômica responsável, buscando salvar esses países para poder se salvar também a moeda comum.

O que nasceu com o propósito de manter a paz no continente europeu se mostrou uma ação centralizadora, onde o Parlamento e o Banco Central Europeu acabam ditando as regras para salvar os irresponsáveis com pacotes de auxílio em detrimento daqueles que são responsáveis, em prol da garantia da estabilidade da moeda.

Muitos dizem que a vitória do “Brexit” seria um marco para o fim da globalização. Porém, podemos dizer que é o fim do modelo de globalização existente atualmente, onde burocratas tomam decisões de maneira autoritária, começando a passar o poder globalizador para o indivíduo.

E mesmo a Grã-Bretanha não sendo participante total do Tratado de Schegen (O Reino Unido participa do tratado apenas com cooperação judicial), que prevê a livre circulação de pessoas na chamada Comunidade Europeia, tal decisão pode respingar em outros países.

Com o crescimento do terrorismo islâmico no Velho Mundo, lideranças na França, Suécia e Holanda, usando como exemplo o “Brexit”, para pedir a saída de seus países da União Europeia e automaticamente romperem com o Tratado de Schegen, retomando a autonomia jurídica de suas fronteiras. Isso foi mostrado nos atentados terroristas em Paris no final do ano passado, quando os terroristas, que eram franceses de origem islâmica cometeram os ataques terroristas e fugiram para a Bélgica, aproveitando-se da legislação. Tal decisão tem a tendência de gerar um efeito dominó nos países, colocando a União em xeque.

O “Brexit” foi uma verdadeira vitória da liberdade frente ao autoritarismo.

O que se iniciou em terras britânicas já se inicia em outros países do continente, com movimentações anti União Europeia.

E os cidadãos britânicos e de outras nações que forem saindo do bloco possam sentir a autonomia frente a Bruxelas (sede do Parlamento e do Banco Central Europeu), deixando que os países irresponsáveis paguem seus erros de legislação, como o controle de fronteiras e de economia, como o alto endividamento à custa dos países austeros.

E que os países voltem a definir seus caminhos em vez do BCE, que nasceu até com boas intenções, mas que se mostra hoje como uma escolha falha.

Serve tambem  como alerta para o Brasil.

Brasilia  quer decidir tudo. Quer indicar quanto um professor deve ganhar. Quer indicar qual o grau que cada estado deve atuar.

Aos Estados devem ser impostos  grandes linhas de atuação. Cada um deve agir de acordo com suas possibilidades.

Um crime no interior da  Bahia tem uma comotação diferente que um crime na baixada fluminense.

Que os brasileiros de bem acordem e decidam.